segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sobre ser mãe

Ao ter a confirmação do que eu já sabia meu mundo parou: estava grávida. Sem esperar, sem planejar, sem desejar, até aquele momento. Mãe! Já era chamada assim, sem nem ao menos me sentir assim.O desespero foi inevitável, mais pela confusão de sentimentos que me acometiam naquela hora, do que pela situação em si, seria mãe, já era mãe.

Buscando um consolo (apoio talvez) que achei que não ia ter (ainda bem que tive!) dei a procurar tudo no google sobre o assunto. Gestação, gravidez, sintomas, relatos de parto, enjoos, o que aconteceria semana a semana com a gestante, até fiz um curso para mães de primeira viagem, o "assunto" não esgotava, também não poderia. 

Nesse monte de informações que me deixavam mais ansiosa do que outra coisa encontrei um blog, um blog de uma grávida que estava prestes a ter o bebê, a partir dele encontrei muitos outros. Me identifiquei e encontrei o meu consolo/apoio para tudo aquilo que sentia e achava ser só meu. E era, mas de certa forma dividia com todas aquelas mães  blogueiras que pareciam ser mulheres comuns, não aquelas frias que eu imaginava quando me via com todas aquelas informações.

Me encontrei, me viciei em histórias reais de pessoas que passaram e estavam passando pela mesma fase que eu, "pelo menos" isso tinhamos em comum. Era, e ainda é o meu refúgio durante essa fase que se iniciou a mais ou menos 1 ano atrás e irá se estender enquanto eu viver, além da vida, se isso for possível.

Demorei um pouco a decidir reativar esse blog aqui que já existia muito antes de isso acontecer e que nada tinha a ver com quem eu sou hoje. Era mais fácil me ver pelas histórias de outros, sem compartilhar a minha. Pois não, agora vivo minha própria história e vivo pra ajudar a construir a da minha filha também.

Sou mãe, sempre serei, sem o medo de ser, sei que faço e sempre tentarei fazer  e ser o melhor, para mim e para ela, para nós duas acima de tudo, sempre.

Um comentário:

mãe de lara disse...

É isso que é ser mãe.. e de fato, é muito mais comum esse sentimento do que a gente acha. Por muito achei que esse sentimento era privilegio das solteiras (não-casadas), mas que nada... é tããão comum, convenhamos que gerar uma vida é algo extremamente assustador, mas isso tudo passa, ne? fica só o bom..
Beiiijos
e vc? tá melhor?

Desenvolvimento

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