quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

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São 6:15 da manhã, garoazinha caindo lá fora, friozinho matinal que precede o intenso calor da cidade e eu aqui acordada desde às 3h com uma bebê insône por conta de uma tosse que não passa.

Mal clareou o dia e já assisti Discovery Kids, já cantei música de axé (clima de carnaval fora de época que invade a cidade, bleehr), já fiz mamadeira e já discuti, briguei e me exaltei muito. Não foi com a pequena, acho que ela não provocaria esse efeito em mim, mas sim com a pessoa que insiste em me desestabilizar, em testar os meus limites, o da paciencia, da boa vontade e do meu amor próprio.

Felizmente, ou não, isso eu ainda não sei, eu tenho um bocado desses adjetivos aí. Mas chega uma hora em que as coisas fogem do nosso controle e você saí de si, é como se não fosse a mesma pessoa, falando e reagindo de uma maneira que você própria se desconhece. essa fui eu hoje pela manhã, logo cedo, junto com os primeiros raios do sol surgiram em mim e para mim as primeiras ofensas.

Não sou uma pessoa briguenta e muito menos violenta (nem chegou a esse ponto), mas sangue de barata também não tenho.Tenho vergonha das cenas protagonizadas aqui, mas de algum modo isso teria que ter um fim definitivo, e foi do pior jeito. Ainda estou assimilando tudo que aconteceu e por enquanto anestesiada pra pensar nas possíveis consequencias, ou até sofrer o bastante que se imagina em casos assim.

A ficha vai caindo lentamente, mas prefiro a calmaria e o dia bonito que vem depois de uma tempestade, às incertezas de um tempo constantemente nublado.

Como diz minha mãe "não há esforço que não seja recompensado" e "com tudo se aprende", estou esperando a minha lição, e a de outros também.

Desabafando e já cansada,
Lara.

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